Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Dezembro 31 2010
 

 

LOGO À MEIA NOITE
 
 
Logo à meia noite correrá o pano
Findará um Acto, cessará de vez!
Ficam os actores, mas o velho ano
Morre pela idade... o dois mil e dez
 
Dois mil e dez anos! Uma infinidade
Desde o nascimento na velha Belém
Em pobre choupana, na precariedade,
De um Homem de Paz, que pregava o Bem
 
Fosse Ele quem fosse na filiação,
Nascido do povo ou de origem divina,
Estaremos unidos nesta opinião
De que vale a pena seguir-lhe a doutrina
 
Falou de equidade, de amor, de carinho,
De paz, de concórdia, do homem-irmão...
Indicou a todos qual era o caminho
À luz da palavra, bondade e perdão
 
Seus ensinamentos foram caso sério
Para o homem vil, tornando-o iracundo;
Que a partir de Roma formara um Império
A ferro e a fogo mandando no mundo!
 
E logo o mataram, com tantos maus tratos
(Que ousou pôr em causa ganâncias, poder...)
Mas ainda hoje governam "Pilatos"
Com os mesmos actos, que lhes dão prazer
 

Porquê? - Interrogo.  Não há quem me diga?
- Se os Impérios caem à luz da razão,
Como os anos morrem - que o tempo os obriga -
Ou morremos todos, quer ricos quer não!
 
A vida é de instantes, é breve passagem
No tempo que voa e vai tão veloz...
Podia ser bela, cómoda a viagem
Bastando só querermos... depende de nós!
 
Senhores da guerra, do Quero e do Posso
Olhos que só vêem ganância e cifrões,
O mundo é de todos e nunca só vosso!
Discutam ideias, aclarem razões!
 
Logo à meia noite virá mais um ano...
- De paz, de amizade, de amor, se componha!
Seja festejado, no quotidiano!
Dos erros passados tenhamos vergonha!

 

 

 

Joaquim Sustelo

publicado por tardesdeoutono às 14:11

Dezembro 29 2010

Noutro ponto qualquer desta viagem,

Num dia a que não sei dizer o nome,

Encontrarei, talvez, força e coragem

Pr´a negar esta absurda, humana fome.


Terei, enfim, traçado a minha imagem

E não haverá mundo que me dome

Pois serei, de quem fui, simples miragem

Diluindo-se na luz em que se some...


Será num tempo ainda por chegar,

No desaguar de um rio que ruma ao mar

Na barca destas tábuas que talhei…


Será onde eu couber, mas há-de ser!

[e é tudo o que, pr`a já, posso dizer

Porque, a bem da verdade… eu nada sei!]


 

 


Maria João Brito de Sousa – 20.12.2010 – 19.59h

publicado por Maria João Brito de Sousa às 10:12

Dezembro 24 2010

 

veja o video em

 

http://www.youtube.com/watch?v=RPNMDzdeDBQ

 

Maria Ivone Vairinho

publicado por appoetas às 18:20

Dezembro 24 2010

 

 

NOITE ESPECIAL

 


Ecoam no silêncio das manhãs
passos incertos
tirando o brilho à luz das madrugadas

 

- São seres por caminhos pouco abertos
ou largos, mas de nadas

 

Tremulam pelos bancos ao relento
num roto cobertor
que deixa passar esp'ranças ocas... vãs...


Apenas as canções na voz do vento
da chuva e do frio, fero, cinzento
embalam as manhãs
nuas de amor

 

Esta noite, têm momentos de sossego
- um tecto e ceia
Que a Noite de Natal traz mais apego
e a lembrança dá-se
como se a quem se lembra se injectasse
amor na veia

 

Mas amanhã vai-se o Natal.
Depressa...
Cessa a quadra de encanto e de magia

 

E ecoarão os passos incertos pelas ruas
onde tudo recomeça

 

Como se proviessem de almas nuas...

 

Noite após noite...
Dia após dia...

 


Joaquim Sustelo

24.12.2010

 

publicado por tardesdeoutono às 14:38
editado por appoetas às 18:25

Dezembro 23 2010

palavras soltas, desonestas, manchadas

palavras risonhas, modestas, magoadas

palavras de amor, ódio e esperança

palavras de horror, sentimento e abundância

palavras curtas, desordeiras, mentirosas

palavras doces, aromáticas e mal cheirosas

palavras simples, insanas e cruéis

palavras gastas, ocas ou infiéis

palavras mortas, grosseiras, criadas

palavras de silêncio, rameiras ou desenfreadas

palavras de apreço, encanto e gratidão

palavras que sofrem no mais duro coração

 

palavras, palavras, palavras

de mãos dadas pela força da união

 

a todos um Feliz Natal

publicado por Vanda Paz às 17:32
editado por appoetas em 24/12/2010 às 18:26

Dezembro 23 2010

SONETILHO DE NATAL

 

 

Nesta quadra que esvoaça
Em que Amor ganha um alento,
Em que o perfume do tempo
As almas mais entrelaça,

 


Sinto teus passos no vento
E do teu sorriso, a graça...
Há um gesto teu que abraça
Num constante movimento

 


Vai-se o Natal, ele é breve
Os corações ganham neve
E no teu já me concentro

 


Nele existe sempre amor
E é por esse fulgor
Que tu me ficas cá dentro.

 

 

Joaquim Sustelo

 

publicado por tardesdeoutono às 11:46
editado por appoetas em 24/12/2010 às 18:26

Dezembro 23 2010

 

O TAL PASSO


 

Algumas vezes, 
ao longo da nossa vida
andamos desesperadamente
procurando algo importante
Como o amor, uma amizade 
e até um emprego, ou algo mais
Mas não percebemos
que para os conquistarmos
precisamos de dar um passo,
e passar por diversos obstáculos
E para nossa surpresa.
felizmente alguns nem são difíceis

de ultrapassar


Tudo tem o seu tempo,
precisamos de insistir

paciência, e seriedade
Mas o mais importante,
é acreditarmos em nós próprios

 

Só temos de obedecer 
ao tempo e à natureza,
porque o tempo é o nosso
verdadeiro aliado e amigo
Escusamos de pensar que só
os outros é que conquistam 
o que nós desejamos
Temos deixar de julgar 
que os outros são melhores que nós.
nada serve andarmos para aqui 
a passar atestados de menoridade 
a nós próprios

 

Temos de ir à luta, 
para se conquistar o amor, 
amizade, e a confiança em nós,
e até o tal emprego
que tanto precisamos


Não há nada que se consiga
sem primeiro darmos aquele passo, 
que geralmente é o que nos falta
Depois, bem depois,
a vida se encarregará do resto,
só temos de agarrar 
a nossa oportunidade,
e dar o tal passo,

que por vezes é bem mais curto

do que parece

 

de: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 11:40
editado por appoetas em 24/12/2010 às 18:27

Dezembro 19 2010

Um sorriso… 

  

Um sorriso é o que se sente,

do que vai no coração,

seja  aberto e  transparente

ou  discreto na emoção…

 

Se é  amarelo, é diferente

do que é satisfação,

que aquilo que a gente sente,

no sorriso é sensação…

 

O sorriso é uma forma

de aos outros comunicar,

seja ou não para agradar,

  

em simpatia se torna…

E afinal é só por isso,

que é tão bom ter um  sorriso

 

ANTÓNIO BOAVIDA PINHEIRO

 

 

Poema classificado em 1º Lugar, na modalidade de Poesia, no IX Concurso Literário “CLEBER ONIAS GUIMARÃES” – São Paulo – Brasil – 2010.

 

publicado por appoetas às 18:32

Dezembro 19 2010

  

 

 

 Nos versos brilhantes da lira,
O meu coração vibra e delira.
Com um esplendor de formosura,
No luar da noite de beleza pura !

No amor as desilusões desvanecem,
Sobre nossa alma os sonhos descem.
Então nesse sonhar só vemos beleza
Porque Deus o colocou na natureza !

Nascemos para a amar a humanidade
E fomos premiados pela divindade.
Nos deu a paixão da alma mais pura
O doce atrativo da bela formosura !

Na vida pedaços da divina brandura,
Que no amor nosso coração murmura.
Vagamos pelo etéreo tempo agreste,
Que por obra divina nossa alma veste !

Um dos outros somos eterno lume,
Tem em nossa alma calcado seu nome.
O amor paternal e o amor fraternal
Tem sua obra no respaldo divinal !

O amor que Deus nos premiou
E o ser humano com ele sonhou.
É o amor do casal e o da amizade
E ficará para sempre na eternidade !

A vida que nos foi presenteada,
Deverá sempre ser celebrada.
Vivemos há milhões de séculos infindos
E pelo amor deveremos ficar unidos !

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO
Casa do Poeta de São Paulo
Movimento Poético Nacional
Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores
Academia Virtual Poética do Brasil
Academia Poços-Caldense de Letras- M.G.
Ordem Nacional dos Escritores do Brasil
Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

 

publicado por appoetas às 17:56

Dezembro 19 2010

 

Aos meus netos

 

Olhei para ti dormindo

Tão calmo, tão sossegado

Que pensei p'ra mim sorrindo,

Com ar assim tão sereno,

Jesús estaria a teu lado!

 

Talvez um anjo do Céu

Estivesse ao pé de ti,

Ou a Virgem com o seu véu

A cobrir o corpo teu,

Também estaria ali!

 

Então o meu pensamento

Voando logo até Deus,

Lhe pediu nesse momento,

Jesus guia os netos meus.

 

Dá-lhes um mundo de amor

Não descures um momento,

Eu vos peço meu Senhor!

 

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:32

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